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Transtorno Hemodinâmico

Para começar a falar sobre transtorno hemodinâmico vamos falar sobre a distribuição de água no corpo. Em um ser humano standard a quantidade de líquido é de 60%-70% do peso total. O qual é distribuído da seguinte maneira.
Líquido Intracelular (LIC): de 30 a 40% da massa corporal.
Líquido Extracelular (LEC): de 20 a 25% da massa corporal, o qual é dividido em:

  • Líquido Intersticial: 15% da massa corporal que também tem uma subdivisão em Linfa que em média é de 1-3% e Transcelular 1-3%. 
  • Plasma: 5% da massa corporal. 

Sabendo isso, a homeostasia hídrica normal depende da integridade das paredes vasculares e pressões como Oncótica e Hidrostática dentro dos limites fisiológicos.
Os transtornos hemodinâmicos mais comuns são:

  • Edema;
  • Hemorragia;
  • Infarto;
  • Shok;
  • Trombose.

Edema: Aumento de líquido nos espaços intersticiais dos tecidos. As principais causas do edema são o aumento da pressão hidrostática que pode ser dividido em local (causado por uma diminuição da drenagem venosa) ou generalizado (causado por uma Insuficiência Cardíaca Congestiva), obstrução linfática, retenção de água e sódio (uma das causas pode ser uma Insuficiência Renal Aguda) e inflamação. Os tipos de edema são divididos em 2:

  1. Transudado: É um fluído com baixo teor de proteínas e densidade menor que 1.012.
  2. Exsudado: Fluído com grande quantidade de proteínas e células. e densidade maior que 1.020. Os tipos de exsudado podem ser: Purulento, Fibrinoso, Eosinofílico e Hemorrágico.  

Hemorragia: Saída de sangue por uma ruptura vascular. As causas mais frequentes dessa ruptura são traumas, ateroscleroses e erosão da parede vascular. Sabendo o que é hemorragia devemos conhecer bem alguns termos.

  • Hematoma: massa de sangue acumulada dentro de um tecido.
  • Petéquias: hemorragias de 1 a 2 milímetros na pele, mucosa ou serosa (pequeno ponto vermelho).
  • Púrpura: hemorragia maior a 3 milímetros.
  • Equimose: hematomas subcutâneos maiores que 1 a 2 centímetros.

Infarto: Área de necrose causada por uma oclusão da irrigação arterial ou drenagem venosa em um tecido específico. Na maioria dos infartos os tecidos são substituídos por tecidos de cicatrização.
Shok: Colapso cardiovascular, que se produz por uma hipoperfusão sistêmica por uma redução de volume sanguíneo ou de gasto cardíaco. Pode ser:
Cardiogênico: insuficiência da bomba cardíaca.
Séptico: infecções bacterianas ou virais.
Hipovolêmico: perda de sangue ou volume plasmático.
O shok é dividido em etapas:

  • Fase não progressiva: os mecanismos compensadores se ativam e mantêm a perfusão.
  • Fase progressiva: causado por uma hipoperfusão tissular e aparição de alterações hidro eletrolíticas.
  • Fase Irreversível: mesmo com as alterações das etapas anteriores já existe um dano irreversível e não é possível a sobrevivência.

Trombose: Depende da parede vascular, plaquetas, e da cascata da coagulação.

Artigo por: Luiz Felipe Viel Vieira



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