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Introdução a Anestesiologia I

O que é a Anestesiologia? 
É uma especialidade médica que estuda os meios possíveis de proporcionar alívio ou ausência da dor, ressuscitação, assistência respiratória, identificar e tratar alteração das funções vitais.
As descobertas e invenções médicas transformaram a vida do ser humano, tornando possível a longevidade e menor sofrimento. Porém nada seria possível ou suportável se não fosse descoberta uma forma de vencer a dor.
Sendo assim William Thomas Green Morton, um dentista norte americano, fez a primeira demonstração pública de que era possível adormecer um paciente durante uma cirurgia. 
Via aérea
Introdução:

ü  Sir Robert Reynolds Macintosh (1897 – 1989), inventor do Laringoscópio.
ü  Universidade de Oxford, primeira cadeira de anestesiologia fora dos EUA.
Posicionamento:
Posição olfativa: flexão do pescoço em relação ao tórax, e extensão da cabeça em relação ao pescoço, alinhar os eixos entre a laringe e a orofaringe, basta elevar um pouco a língua que está em linha reta para via aérea. Apoiar a cabeça em uma base de mais ou menos 10 cm (lençol, travesseiro, etc.).
Situações especiais: paciente obeso, ouvido na altura do tórax. Para realizar isso, posicionar a base em forma de trapézio, da cabeça ao tórax.
Pré oxigenação:
A pré oxigenação se realiza porque quando o paciente entra em apneia, o paciente tem um tempo em que ele fica em apneia até começar a desaturar.
Capacidade residual funcional, volume de reserva expiratória mais o volume residual, o que sobra no pulmão quando o paciente acaba de fazer uma expiração normal.
Denitrogenar: dar O2 a 100% por 2 ou 3 minutos, ou seja, trocar oxigênio pelo nitrogênio. Isso faz com que o paciente possa ter mais tempo de apneia (8 a 10 minutos).
Ø  78% Nitrogênio;
Ø  21% Oxigênio;
Ø  0,97% Outros gases;
Ø  0,03% Gás carbônico.
Obeso, gestante, idoso, bebe, tem a capacidade residual funcional diminuída, irão desaturar mais rápido mesmo com a pré oxigenação.
Ventilação:

Ventilação sob máscara facial, pressão positiva manual, para saber se o paciente ventila ou não, porque a ventilação é que salva vida.
Mãos em posição de C (para acoplar a máscara) e E (tracionar a mandíbula do paciente), pressão máxima de 20mmHg, não vencer essa pressão porque vai jogar ar no estomago, e pode causar vomito e bronco aspiração.
Paciente com ventilação difícil, se utiliza uma cânula orofaríngea (cânula de Guedel). Outra opção é a cânula nasofaríngea.
Indução anestésica:
O que usar?
ü  Hipnótico: Propofol, midazolam.
ü  Analgésico: Fentanil, morfina.
ü  Bloqueador Neuromuscular: Succilcolina, rocurônio.
Hipnótico: agonistas de GABA, antagonistas de glutamato, o principal é o propofol (agonista gaba), hipnose em torno de 1 minuto, a complicação é em paciente hemodinamicamente instável então não deve ser uma opção, quando está hemodinamicamente instável utilizar o etomidato (bloqueio do cortisol sérico), outra opção é a cetamina (pouca instabilidade hemodinâmica). Midazolam, principal benzodiazepínico, relacionado em idosos com delírio (complicação).
Analgésicos: Agonistas de receptores opioides, morfina, fentanil, alfentanil, sufentanil, remifentanil.
Bloqueadores Neuromusculares: Despolarizante (succilcolina, fatores de risco em pacientes críticos pode causar uma hipercalemia grave), adespolarizante (atracúrio, rocurônio).
Indução em sequência rápida: pacientes que não podem ventilar, por exemplo o paciente que não realizou jejum de maneira correta. Sequência rápida (Propofol, alfentanil, rocurônio em dose dobrada ou succilcolina) todos esses medicamentos têm ação em menos de 1 minuto.
Manobra de Sellick: empurrar a cartilagem cricoide pra comprimir esôfago e fechar esôfago pra evitar regurgitação.
Jejum:
Ø  Gordura/fritura: 8 horas;
Ø  Comida leve/líquidos com resíduos: 6 horas;
Ø  Líquidos claros: 2 horas.
Intubação Orotraqueal:
Abrir a boca com o dedo de tesoura, polegar inferior e indicador superior na parte da boca.
Avaliação Anestésica:
Fundamental para avaliar os riscos envolvidos para determinada cirurgia.
Formulação da melhor estratégia de anestesia, se preparar para possíveis dificuldades.
Pontos chave:
Ø  Redução de mortalidade;
Ø  Melhores resultados;
Ø  Satisfação do paciente.
Tudo isso é coletado na entrevista com informações e otimização. 
Artigo por: Luiz Felipe Viel Vieira.

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