Inflamação aguda é uma resposta rápida do organismo que serve para fazer chegar os leucócitos e proteínas plasmáticas, como os anticorpos ao foco da infecção ou lesão tissular. Se caracteriza principalmente por:
Alterações do calibre vascular;
Mudanças estruturais dos microvasos o que aumenta o fluxo de sangue, que permite a saída de proteínas plasmáticas e leucócitos da circulação;
Migração dos leucócitos da microcirculação, acúmulo dos mesmos no foco da lesão e ativação para eliminar o agente causador de dano.
Os estímulos para a inflamação aguda podem ser as infecções e toxinas microbianas, necrose celular de qualquer origem, os corpos estranhos e também as reações imunitárias.
Padrões morfológicos da inflamação aguda:
- Inflamação serosa: Se caracteriza por extravasar um transudado que pode derivar do plasma ou das secreções de mesotélios (peritôneo, pleura ou pericárdio).
- Inflamação Fibrinosa: Em lesões que aumentam a permeabilidade vascular, o fibrinogênio se deposita na parte extracelular em forma de fibrina. Ocorre quando o derrame é grande ou existe estímulo pro-coagulante. Se não se elimina a fibrina, pode-se formar cicatrizes fibrosas.
- Inflamação supurativa ou purulenta: Se caracteriza por haver pus (exsudado purulento), constituído por neutrófilos, células necróticas e líquido de edema. Certas bactérias piogênicas são produtoras de pus. A supuração localizada origina abcessos, que são acumulações localizadas de tecido purulento.
- Úlceras: Uma úlcera é um defeito local, ou escavação da superfície de um órgão ou tecido, que está produzido pela perda do tecido necrótico inflamado. Na fase aguda existe infiltrado polimorfonuclear intenso e dilatação vascular. Já na fase crônica existe uma proliferação fibroblástica, cicatrização e acúmulo de linfócitos, macrófagos e células plasmáticas.
Inflamação crônica é uma inflamação de duração prolongada (semanas ou meses) e neste período coexistem a inflamação ativa, destruição tissular e a tentativa de reparação em condições variadas. As principais causas da inflamação crônica são:
Infecções persistentes;
Doenças autoimunes;
Exposição prolongada à agentes potencialmente tóxicos.
Características morfológicas da inflamação crônica:
- Células mononucleares: macrófagos, linfócitos, células plasmáticas.
- Destruição dos tecidos pelo agente lesivo ou pelas células inflamatórias.
- Reparação: proliferação de novos vasos (angiogênese), fibrose.
Inflamação granulomatosa é um tipo específico de inflamação crônica com a presença de granulomas. Um granuloma é um foco microscópico de inflamação crônica formado especialmente por macrófagos. As causas da inflamação granulomatosa podem ser bacterianas (tuberculose, lepra, etc.), parasitarias (esquistosomose), micótica (exemplo: Blastomicose), metais (sílica, etc.), corpos estranhos (próteses mamárias, enxertos vasculares, etc.), desconhecidas (sarcoidose).
Artigo por: Luiz Felipe Viel Vieira