A dispneia é uma sensação desconfortável e até angustiante, derivada de uma falta de ar. Também é definida como a sensação consciente da necessidade de respirar, uma função que, sob condições normais, é realizada inconsciente e automaticamente. A dispneia aparece sempre que a demanda ventilatória e, portanto, o ar (e o oxigênio), não podem ser satisfeitos pela capacidade de resposta do indivíduo, reduzida por inúmeros fatores.
TIPOS:
A dispneia causada por uma doença cardíaca pode se manifestar:
• Dispneia de esforço: quando as demandas metabólicas aumentam e, conseqüentemente, o trabalho do coração pelo esforço muscular ou pela tensão emocional
• Dispneia em repouso: presente durante o repouso físico e mental, pode ser dispneia contínua ou paroxística.
- Dispneia contínua: permanente.
- Dispneia paroxística: abrupta e episódica. É o grau mais intenso de dispneia, pode preceder ou acompanhar o chamado edema pulmonar cardiogênico agudo. Na maioria dos casos, aparece durante o repouso noturno devido à reabsorção do líquido intersticial que ocorre em decúbito e que aumenta rapidamente o retorno venoso e a velocidade de enchimento diastólico cardíaco.
A dispneia paroxística diurna e, especialmente, a forma principal derivada de um edema agudo de pulmão, pode ser causada por uma sobrecarga abrupta à ejeção (crise hipertensiva), uma insuficiência ventricular significativa (infarto agudo do miocárdio - extenso) ou uma taquiarritmia de alta freqüência (fibrilação atrial) na presença de uma diminuição da reserva miocárdica ou perturbação do enchimento diastólico do ventrículo esquerdo (estenose mitral).
GRAUS DE CAPACIDADE FUNCIONAL
GRAU I: O paciente apresenta dispneia (ou dor precordial) quando faz grandes esforços (corrida, subida em vários andares de escadas, esportes, trabalho físico intenso), o que ele fez sem desconforto pouco tempo antes.
GRAU II: O paciente apresenta dispneia (ou dor precordial) ao realizar esforços diários moderados (caminhar, correr a curta distância, subir uma escada).
GRAU III: O paciente apresenta dispneia (ou dor precordial) ao realizar esforços leves (higienizar, vestir, conversar, comer).
GRAU IV: O paciente apresenta dispneia (ou dor precordial) em repouso físico e mental completo.
Uma vez que a presença real de dispneia patológica foi confirmada, para diferenciar se é cardíaca ou pulmonar, deve-se notar que a primeira, quando é grau III ou IV, é sempre acentuada com o decúbito dorsal ou cabeça baixa.
Certos antecedentes e achados no exame físico e estudos complementares apontarão para a insuficiência cardíaca como causa de dispneia. Quando a dispneia cardíaca progride, praticamente o paciente deve permanecer sempre sentado, mesmo durante o exame médico, para poder respirar, o que configura a ortopneia.
Na dispneia de origem respiratória, por outro lado, o paciente pode permanecer horizontal mesmo no grau IV, exceto durante crises intensas de broncoespasmo (asma brônquica).
Artigo por: Luiz Felipe Viel Vieira
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